Sundays at Tiffany’s de James Patterson and Gabrielle Charbonnet

Há muito tempo li esse livro emprestado (2011) e se tornou um dos meus favoritos. É um tipo de romance doce que te cativa pelos personagens. Recentemente, relembrei a história após assistir sua adaptação cinematográfica, O Meu Amigo Imaginário (Domingos em Tiffany – 2010). Apenas para o filme, já vale uma resenha para um outro dia. Então, vamos apenas focar no livro… rs.

Dados do livro:

  • Páginas: 336 páginas
  • Editora: Grand Central Publishing;
  • Edição: 2009 (1ª Edição: 2008)
  • Idioma: Inglês

Sundays at Tiffany’s trata-se de um romance sensível e cativante com toques de fantasia. Mais do que a história em si, o que mais me encantou foi a forma como o autor desenvolve a história. Este foi o primeiro livro que li de James Patterson (co-autora Gabrielle Charbonnet). Patterson, autor best-seller, com uma longa lista de livros publicados, escreveu muitos romances thrillers, de suspense e policial, como as longas séries Alex Cross e Clube das Mulheres contra o Crime, o que destoa completamente do estilo de uma história de amor como Sundays at Tiffany’s.

Resumo:

Across from me at my table in the Astor Court was Michael: hands down the handsomest man I knew, or have ever known, for that matter. Also, the nicest, the kindest, and probably the wisest. That day his bright green eyes watched me gaze at the sundae with undisguised delight as the whitecoated waiter set it in front of me with tantalizing slowness. – Jane

Michael, como poderia dizer, tem um emprego especial. Serve como um “amigo imaginário” designado para acompanhar e cuidar de crianças que são solitárias ou que precisa de atenção. Quando estas crianças atingem nove anos de idade ele as deixa e elas se esquecem do “amigo” para sempre. Michael não pode ser visto por ninguém. Ele acompanha e cuida de Jane Margaux como seu amigo imaginário. Jane é uma menina carente e solitária, cuja mãe Vivienne Margaux passa mais tempo com o trabalho, dona de uma super produtora de teatro da Broadway, ou com maridos novos. Porém, todos os domingos Jane vai com sua mãe a famosa loja Tiffany para gastar, enquanto ela passa seu tempo com o amigo imaginário, Michael, tomando sorvete. Isso todos os domingos.

O aniversário de nove anos de Jane, no entanto, coincide com uma festa de estréia de uma produção de sua mãe e é praticamente deixada de lado pelos pais. Quem a consola é Michael, porém também é momento da separação dos dois e, como consequência, ela irá esquecer-se dele para sempre. Um momento triste para ambos.

Passa-se mais de vinte anos depois. Jane é uma mulher adulta, com um poucos mais de 30 anos, vive em Nova York e trabalha junto com a mãe. No entanto, os anos passou e ela não se esqueceu de seu antigo “amigo imaginário”. Ela tem uma pequena produção na Broadway, que agora está para virar filme, justamente baseada em suas lembranças de Michael. Ela também tem um namorado “pé-no-saco” Hugh McGrath, que apenas usa Jane para seus próprios propósitos. A vida de Jane adulta é infeliz e solitária. Mas sua vida ganha força e nova cor, quando vê Michael retornando para sua vida. Após tanto anos, ela se verá frente a frente com seu “amigo imaginário”, igualzinho como era antes, aquele homem bonito, gentil e engraçado. Michael, que estava de férias dos seus serviços (Sim! Amigos imaginários também tiram férias!), se depara com Jane, já adulta, bonita e sente curiosidade por ela. Ele sabe que tem que se manter afastado, mas não resiste. Ele não entende por que está de volta a vida de Jane, já que isso nunca aconteceu antes, deve haver um motivo. A vida tem suas simplicidades e complicações, mas esses dois vão ter que lidar com algumas surpresas que o destino lhes reserva.

Sobre a história…

Sundays at Tiffany’s é uma trama simples e despretensiosa, mas muito bem elaborada, que nos oferece uma história sensível e cheio de surpresas maravilhosas. A doçura da história é contagiante. rsrs. A narrativa combina primeira pessoa do ponto de vista da Jane e terceira quando se refere a Michael, sem causar confusão. Leitura fácil, com um humor sutil como em uma comédia romântica. A história nos leva a uma sensação de como o inconcebível pode se tornar possível. Michael é, de alguma forma, real, o que permanece o mistério de sua existência.

Eu gostei de todos os personagens, mesmo a mãe fútil e dominadora e aquele namorado intrometido, que não tem nada na cabeça. Jane sofre com todos aqueles problemas que uma educação negligenciada e a falta de amor maternal podem levar: uma vida dependente, ter que se provar sempre, solitária e carente. Mas acho que Michael a salvou em alguns aspectos na sua infância, pois ela mostra ter força nos momentos certos. É impossível não se apaixonar por Michael: bom ouvinte, gentil, bonito, sensível, inteligente, educado e nem um pouco tedioso… Ah! Ele é muito fofo! (♡´౪`♡) ~hahaha

Uma história de amor linda. Um tema quase infantil, porém a história NÃO é infantil. Um romance diferente, que mistura drama e humor com uma leve fantasia. Essa é uma leitura que para quem procura uma história leve, prazerosa e sem grandes complicações para uma tarde preguiçosa. Infelizmente, o livro não foi lançado por aqui. 😦 Há uma publicação compacta da história em uma das edições de Reader”s Digest Seleções (2009) que achei por um milagre. Em Portugal, foi publicado com o título Um Anjo da Guarda. Se você tiver a oportunidade de ler, leia! ^^

Trechos…

“Jane, the thing is, I’ll never be back again. I don’t have a choice in this, it’s a rule”. Just saying the words made him feel worse than he ever had. Jane was special . She was different. He didn’t know why: he just knew she was. For the first time, the rule about when to leave a child struck Michael as stupid and unfair. He would rather have died than cause Jane this much pain. But it was true he had no choice. He never had.”  (Michael)

(…)

“Then I noticed something else. I squinted, feeling my heart instantly kick into high speed. It was completely, totally, utterly impossible. Of course I was wrong – but I would have sworn it was Michael. Was I going off the deep end? How bad off was I that I thought I had seen Michael? Michael, who was imaginary. Michael, who didn’t exist.” (Jane)

Nota:

Avaliação: 4 de 5.

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